SATED/RS - Na luta pelos trabalhadores da arte

  • Home
  • DRT
  • Contato
  • Imprensa
  • Mapa do Site

FOTOS E VÍDEOS

  • Rede Brasileira de Teatro de Rua/RS amordaçados simbolicamente em ato público pelo cumprimento da Constituição Brasileira.

EDITORIAIS

  • Plano Médico
    Plano Médico Ambulatorial da Porto Alegre Clínicas. Mais...
  • Comunicado - SATED/RS
    Nos dias 9, 10, 16 e 17 de agosto estaremos fechados para atendimento externo. Mais...

NOTÍCIAS E INFOS

  • Oficinas do Porto Alegre em Cena
    Já estão abertas as inscrições! Mais...
  • Teatro Nilton Filho
    Comemora 20 anos e lança programação Mais...
  • Oficina teatral
    Para crianças e pré-adolescentes no Teatro Novo DC Mais...
  • Oficina teatral ministrada por Renato Del Campão
    Inicio dia 14 de agosto, somente aos sábados - apenas 15 vagas! Mais...

ENTREVISTAS

  • Compartilhar
  • Letra menor
  • Letra maior
  • Indicar
  • Imprimir

Júlio Conte, dramaturgo e diretor

4/6/2008 - SATED/RS

Originalmente publicado em www.artistasgauchos.com.br em 14/05/2008.

Júlio, a que atribuis o grande sucesso de Bailei na Curva, há 25 anos em cartaz? Os novos atores disseram que tua direção é fundamental, mas há outras montagens no país que não têm tua direção, certo?
A história é muito bem contada e representa um momento ímpar da vida brasileira. O grande lance da peça é que os narradores - personagens que levam a história - começam como crianças e por isso têm toda a liberdade para observar o mundo adulto. Além do mais, a dramaturgia é tão vigorosa que se tornou um clássico por poder ser montada em qualquer lugar e em qualquer tempo, pois contempla uma série de universalidades. Destino bem diverso de tantas histórias coletivas que se encerravam nas próprias montagens. Bailei é uma peça sobre o futuro de um país e não sobre o passado.

Houve mudanças na peça ao longo dos anos?
A peça estreou em 83 e pela própria característica de criação, sempre teve cenas e textos novos se produzindo. Além do mais ficou como marco na luta pela democratização. E também, o Tancredo não tinha morrido - aconteceu em 85 - aproveitei alguns escândalos para seguir coerente dentro de uma luta pela liberdade e justiça. Não sou saudosista e acho a peça hoje muito melhor do que em 83. Há poucos dias assisti a um vídeo de 94 e confirmou a minha impressão.

Tem como comparar com a repercussão e o sucesso de hoje?
Fizemos uma temporada no Theatro São Pedro e a lotação estava esgostada no mesmo dia que abriram as bilheterias. Fiz uma pesquisa e 80% do público estava vendo a peça pela primeira vez. Tem pessoas que me encontram e juram que viram a primeira montagem e me falam de atores que não trabalharam na primeira montagem. Mais uma coisa que acho incrível, tem gente que pergunta como é que atores que não viveram o golpe militar podiam interpretar a peça. Eu respondo que tem gente que não nasceu na Grécia no século V a.c. e mesmo assim pode - e deve - fazer Édipo Rei.

Para terminar, como vês o cenário do teatro gaúcho?
Mal. Os teatros caindo, os governos preocupados somente com repercussão de mídia e a renúncia fiscal foi um projeto que não deu certo. Ou melhor, deu certo para arrancar dinheiro público, deu certo para a sonegação das grandes empresas e para lavagem de dinheiro. Sem contar que o os estados e municípios podem lavar as mãos e deixar o projeto cultural na mão de picaretas da cultura. Nem vou falar dos administradores culturais que se eternizaram em cargos públicos e se tornaram burrocratas (com dois erres mesmo!).

TOPO
  Informativo SATED/RS

Cadastre seu endereço para receber nossos comunicados.

Endereço cadastrado!

E-mail já cadastrado!

    ENTRE EM CONTATO

Fone/Fax: (51) 3226-1921
Praça Osvaldo Cruz, nº 15/912
CEP: 90030-160 - Porto Alegre/RS
E-mail: satedrs@satedrs.org.br

SATED/RS © 2008-2010